Além dO Sítio
O Sítio é uma galeria de vídeo e arte digital em Florianópolis, trabalhamos na pesquisa de novas mídia e procuramos sempre em todas as nossas exposições e eventos passar ao público a melhor maneira de exibir, com excelência, e dessa forma o público possa ter experiências imersivas mostrando novos processos artísticos contemporâneos.
Devido às circunstâncias trazidas por esta pandemia, surgiu a necessidade de continuar a comunicar e dividir com o público um pouco da nossa pesquisa. Decidimos criar um canal online onde vamos compartilhar trabalhos e conteúdos de arte digital, video arte, playlists e artigos sobre arte e tecnologia.
Neste projeto vamos criar uma rede de artistas, de todas as partes do mundo, que ao compartilharem seus trabalhos, performances, músicas e assim possam se conhecer através do nosso olhar.
Queremos manter a chama acesa e continuar o nosso objetivo de arte para todos.
Exposições online do sítio
Selecionei 5 trabalhos de épocas bem diferentes - desde o meu primeiro vídeo, A/través, até os meus dois mais recentes realizados este ano durante a pandemia. Todos refletem, de alguma forma, sobre solidão, confinamento e um processo de construção de si que passa pela relação com o entorno bem como com nossos medos e ansiedades. Com exceção de Flickering, todos as obras nasceram de uma colaboração criativa intensa com outros artistas e performers.
Meu processo se divide em dois dependendo o tipo de obra que vou realizar. Por um lado, as minhas obras eletrônicas, vídeos 3D e instalações geralmente começam com uma ideia durante uma noite de insônia, ou dentro de uma meditação. Essa ideia inicial logo trabalho mais profundamente em papel, às vezes até chegar a algoritmos e matemática pura que é quem está alí embaixo criando o comportamento que eu desejo para obra em específico.
André Parente começa a desenvolver o seu trabalho de pesquisa em finais da década de 70, trabalhando principalmente com linguagem audiovisual. Trabalha principalmente com instalações interativas, videoinstalações, textos e pesquisas propondo a interdisciplinaridade o pensamento amplo e o papel da imagem na subjetividade conceitual.
Textos:
Consagração do instante: a imagem avança no escuro; já não nos perguntamos como ela tomou forma ou se sua dinâmica de instauração é apenas o reflexo de alguma vivência esquecida. A existência de um lugar junto à existência das coisas se manifesta em deriva; o espaço já não se estende, mas pode se tornar visível. Pela linguagem a matéria está aberta ao tempo – o real se desdobra.
A experiência A pandemia chegou aos poucos, vinda do oriente pelo noticiário. A princípio sem alarde e sem aviso, subitamente recobriu nossas vidas em todos os seus recônditos. O invisível se fez presente, fragilizando nossas relações, deixando evidentes nossas vulnerabilidades, precarizando nossas relações afetivas e econômicas.
Texto O Duo Strangloscope formado por Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting faz parte do universo imaginário do O Sítio em todos os anos da nossa existência, nos brindaram com diferentes ocupações do nosso espaço. anualmente recebemos as aberturas do Festival Strangloscope com as suas Master classes e diferentes ações que foram acontecendo ao longo do tempo para não falar das suas aparições em múltiplos eventos
A série Noturnas foi composta no período de isolamento e pandemia, a partir de um incômodo com o aumento da incidência diária de luzes das telas eletrônicas. A luz baixa e a escuridão são motivações, e desenhar nestas condições traz interações incomuns entre humano e máquina. Mal ver a câmera, mal ver o traço, mal ver a si próprio. Mas revelar luzes inexistentes, revelar possibilidades.
"Bruchstücke" é uma palavra do alemão; em inglês, você pode traduzi-lo com pedaços ou fragmentos quebrados. Costumo pensar que, quando percebemos algo, separamos as coisas do todo porque, no final, nunca conseguimos perceber o todo. Vemos e ouvimos, cheiramos e sentimos apenas partes, fragmentos nunca o todo. Toda fotografia, toda gravação de vídeo / filme é sempre apenas um fragmento de um todo.
Os processos de decadência no sentido de transformação e mudança sempre me fascinaram. O processo de decadência é certamente uma expressão errada, porque é uma nova beleza criada pela transformação.
A Instalação é uma linha do horizonte composta por uma bandeja com cristais de cloreto de sódio, suspensos a 1,45 m, na qual é projetado um vídeo gerador de partículas de sal e da palavra SAL, que parecem ser movidas pelo vento.
Este projeto surge de um trabalho de campo num deserto de sal que serve de laboratório para estudar a paisagem utilizando o mineral do sal como elemento expressivo, explorando o diálogo entre a matéria e o espaço, o micro e o macro, a parte e o todo. , o material e o virtual, a natureza e a arte. Ao colocar a materialidade dos cristais em primeiro plano, a obra possibilita problematizar o desejo de distância e dominação que geralmente predomina no conceito de paisagem, trazendo para o primeiro plano o que normalmente é um mero pano de fundo para a ação humana.