Imagem Desejo de Sandra Alves (BRA)

Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito. Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas. A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem. O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa. Uma ética- política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas. Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial. Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.

Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer


[doc.arte,12', 2018] filme Imagem.desejo, de Sandra Alves peça musical: Clarissa Alcantara curadora: Marina Moros [integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc]. “Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito. Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas. A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem. O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa. Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas. Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial. Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.” texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer [criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari] "só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões. O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial. Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade? No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso. Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo." [trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]
videoarte de Sandra Alves [fotofilme, 4', pb, 2018']. peça musical: Clarissa Alcantara curadora: Marina Moros [integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc]. “Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito. Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas. A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem. O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa. Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas. Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial. Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.” texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer [criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari] "só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões. O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial. Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade? No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso. Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo." [trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]
comunidade quilombola de Santana | ilha do Marajó | Amazônia. doc.arte de Sandra Alves [360º, 1'50", cor, 2018']. curadora: Marina Moros série doc. 360º realizada para a 100% Amazônia. [integrante da Exposição Imagem.desejo da artista Sandra Alves agosto, 2018 | O Sítio | Florianópolis, sc]. “Sandra anda assim... Seus olhos nos poros e a natureza à flor de sua pele, à superfície extrema de um grito. Desejo e máquina, endentados por dedos firmes, produzem a imagem de uma ecosofia. Um corpo de três ecologias. São fortes mãos sensíveis que dão a ver a terra, o globo: ponto suspenso perdido em seu meio, à nervura das relações entre gente, florestas, cachoeiras, e essa natureza do humano imprimindo o movimento de micro explosões cósmicas. A árvore está agarrada à ponte, suas raízes agora são passagens, vestígios de inundações do puro vivido desejo de imagem, sem representação, de um pensamento sem imagem. O que está em questão é a maneira de viver, o modo planetário de existir no susto e instante da imagem que captura o mundo mutante acelerado e lhe dá respiro, expansão, magia silenciosa. Uma ética-política das forças ínfimas, de delicadeza estrondosa. Estética generosa que articula mundos imperceptíveis, corpos informes, poros e povos em sutis aberturas. Imagem e desejo, aqui, produzem uma só e mesma consistência, um plano que explora sentidos heterogêneos e derrama, em sobressalto, semióticas mistas, íntimas, improváveis, numa dissolução poético-existencial. Sandra, assim anda, e desliza sua visão por um círculo infindável, como artista funâmbula de afetada, afetável, afetuosa existência imagética. Cada imagem, um afeto. Cada desejo, uma molécula que se revoluciona.” texto: Clarissa Alcantara | filósofa-artista-performer [criação tb inspirada no livro "as três ecologias, de Félix Guattari] "só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões. O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre esse planeta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em função do contínuo desenvolvimento do trabalho maquínico redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidade cada vez maior do tempo de atividade humana potencial. Mas com que finalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade? No Terceiro Mundo, como no mundo desenvolvido, são blocos inteiros da subjetividade coletiva que se afundam ou se encarquilham em arcaísmos, como é o caso, por exemplo, da assustadora exacerbação dos fenômenos de integrismo religioso. Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo." [trecho do livro as três ecologias, de Félix Guattari]

 
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Cineasta, fotógrafa, documentarista, Artista Visual e midiativista, envolvo-me no processo completo da realização dos projetos atuando em diferentes departamentos, desde a concepção, criação, direção, fotografia, roteiro, montagem, produção e finalização das obras. Idealizadora e diretora da VAGALUZES FILMES. Diretora, fotógrafa, produtora e montadora do longa-metragem Mares do Desterro Prêmio edital MinC Longa BO 2016, em pré-produção. Autora do Fotolivro RENDAS NO AR, 2014.

FILMOGRAFIA

vimeo.com/channels/vagaluzesfilmes

• Mares do Desterro, longa-metragem [FICÇÃO, PB, 4K, 99’, 2020] prêmio MinC Longa BO 2016, em finalização, [Diretora, fotógrafa, câmera, montadora e produtora].

• RENDAS NO AR, longa-metragem [35mm, 80’, FICÇÃO cor, 2014] prêmio edital cinema sc 2009.

• L`AMAR, media-metragem [35mm, 19’, FICÇÃO, cor, 2003] prêmio edital cinema sc | duas menções especiais.

• PERCEPÇÃO DE RISCO, a descoberta de um novo olhar |longa-metragem [77’, DOC, HDV, 2009] Prêmio de ‘Melhor Longa Metragem’ Troféu Alcantarea Imperialis, no 4o Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo/Rj.

• IMERSÃO NA FLORESTA AMAZÔNICA, série documental em VR|360o [OMNI, 3’, 2018]

• CARACOL, o alimento local na educação alimentar [HD, DOC, 26’, 2018] em produção

• CULTURA DE ENGENHO [HD, DOC, 52’, 2017] prêmio Elisabete Anderle 2015

• OCUPA PONTE [HD, DOC, 7’, 2016] viral com um milhão de visualizações na Mídia Ninja.

• PELO FIM DA CULTURA DO ESTUPRO [HD, DOC, 5’, 2016]

• ÉTHOS [HD, VIDEOARTE, 2’35”, 2016] • COSMOCOULEURS performance [HD, DOC, 7’, 2015, SUÍÇA]

• AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS NOVOS PROTAGONISTAS [HD, DOC, 10’, 2015]

• O COOPERATIVISMO NO SEMIARIDO BRASILEIRO [HD, DOC, 13’, 2015]

• ENGENHOS DA CULTURA, TEIAS AGROECOLOGICAS [HD, DOC, 35’, 2014]

• DEMARCAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS / Série DOC 4 episódios [HD, DOC 20’, 2014]

• série MINI DOCS FUNDAÇÃO BADESC [HD, DOC, 4’, 2013]

• série animação PERCEPÇÃO DE RISCO [HD, ANIMAÇÃO, 1’, 2008]

• YANSÃS curta-metragem [3′, DOC, SUPER 8MM + HDV, 2009]

• UMA JANELA ENTRE NÓS curta-metragem [4’50′, DOC, HDV, 2009]

• EU SOU O QUE EU REZO PRA MIM curta-metragem [1’30′′, VÍDEO POEMA, HDV, 2009]

• MEMÓRIAEMOÇÃO curta-metragem [13’, FICÇÃO EXPERIMENTAL, 13`, DV, 2004]

• MARÍNTIMA curta-metragem [8’, DOC EXPERIMENTAL, HDV, 2007]

• CONNY média- metragem [21’, DOC, HDV, 2007]

• série de TV Roteiros de Verão |DOC, 4 episódios, RBSTV 2015

• VAGALUMES ] média- metragem [26’, DOC, VHS, 2000]

• série filmes curtos PÁSSAROS RAROS, PROTESTO, METAKINEMA, BABEL [1’, EXPERIMENTAL, 1999]

vagaluzesfilmes.wordpress.com