Registros de Marcio H Mota (BRA)
Essa exposição virtual traz quatro registros de obras, de Marcio H Mota, que tocam temas relativos à nossa história atual. Apresenta ainda o minidoc contra cinema, no qual o artista relata o processo de desenvolvimento do conceito de Kino Estrutura e seu desdobramento em cinco trabalhos audiovisuais, e o registro do trabalho Miragem, uma música sensorial instalativa.
O Brasil Miliciano avança sua nau-militar, erguendo Cruz e Espada. No front da imagem, mãos armadas, o mito do herói salvador promete devolver aos seus o "direito" de oprimir, matar e morrer: dedaberli arcaica. Ancorados nos mais altos valores Corruptos (machismo, racismo, homofobia, preconceito cultural e religioso, xenofobia, anti-ciência), procuram na desqualificação do outro roubar-lhe a dignidade cotidiana. Para isso, usam do enraizado ethos genocida de uma nação nascida do estupro, tortura e assassinato dos povos originários e dos negros escravizados. Em sua "nova" versão, o Brasil arcaico apresenta sua face cristã-militar, ressentida com o julgamento que os democratas fazem de 64. Na busca por vingança, ressuscita a fantasia do comunismo para vestir toda a diferença que persegue. Não mais titubeia, aplaude torturadores.
Como se estivesse recolonizando o país, sua tese de salvação não está no campo do debate, desdobra-se em ação destrutiva. Impulsionada por metafísica própria, seu ato de vingança não se alimenta de razão factual, mas de devaneios fakes que justifiquem sua violência. Num rito de mentira, corrupção e covardia coletiva, pulsa e propaga um universo paralelo, que chama de verdade, construindo uma suposta dignidade combativa para aquilo que podemos nomear de farsa e desonestidade intelectual.
O Brasil Miliciano que avança deteriorado de entendimento ético, estético e moral, procura transtornar nosso humanismo, desacreditar nossa ciência, perseguir nossa arte, promovendo a asfixia. Corrupto em si, não está disposto a processos judiciais ou de transparência, sua fala é uma constante ameaça bélica as instituições. Sua palavra basta.
Essa Cruzada imaginária carrega o espírito de limpeza e purificação que remete às piores tragédias da história. Para tal tarefa, promovem uma meritocracia palaciana ideológica: quanto mais vassalo maior o cargo. O Novo Brasil miliciano é, em parte, o mesmo antigo gigante, que por vezes se levanta para devorar os próprios filho, fazendo do sangue derramado tapete para passar de boiada o riso cheio de dentes de sua Elite Pequena. Representam o pior tipo de corrupção que a humanidade produziu: a genocida. O Brasil que explora o Brasil, tem apoio externo, mas sua força motriz vem de dentro: caravela interior de uma elite que insiste em embarcar em cruéis ondas de exploração de um povo que não reconhece.
Liberdade Arcaica | 1º de janeiro de 2019
O Brasil Miliciano avança sua nau-militar, erguendo Cruz e Espada. No front da imagem, mãos armadas, o mito do herói salvador promete devolver aos seus o direito de oprimir, matar e morrer: "liberdade arcaica". Ancorados nos mais altos valores Corruptos (machismo, racismo, homofobia, preconceito cultural e religioso, xenofobia, anticiência), procuram na desqualificação do outro roubar-lhe a dignidade cotidiana. Para isso, usam do enraizado ethos genocida de uma nação nascida do estupro, tortura e assassinato dos povos originários e dos negros escravizados. Em sua "nova" versão, o Brasil arcaico apresenta sua face cristã-militar, ressentida com o julgamento que os democratas fazem de 64. Na busca por vingança, ressuscita a fantasia do comunismo para vestir toda a diferença que persegue. Não mais titubeia, aplaude torturadores.
Como se estivesse recolonizando o país, sua tese de salvação não está no campo do debate, desdobra-se em ação destrutiva. Impulsionada por metafísica própria, seu ato de vingança não se alimenta de razão factual, mas de devaneios fakes que justifiquem sua violência. Num rito de mentira, corrupção e covardia coletiva, pulsa e propaga um universo paralelo, que chama de verdade, construindo uma suposta dignidade combativa para aquilo que podemos nomear de farsa e desonestidade intelectual.
O Brasil Miliciano que avança deteriorado de entendimento ético, estético e moral, procura transtornar nosso humanismo, desacreditar nossa ciência, perseguir nossa arte, promovendo a asfixia. Corrupto em si, não está disposto a processos judiciais ou de transparência, sua fala é uma constante ameaça bélica as instituições. Sua palavra basta.
Essa Cruzada imaginária carrega o espírito de limpeza e purificação que remete às piores tragédias da história. Para tal tarefa, promovem uma meritocracia palaciana ideológica: quanto mais vassalo maior o cargo. O Novo Brasil miliciano é, em parte, o mesmo antigo gigante, que por vezes se levanta para devorar os próprios filhos, fazendo do sangue derramado tapete para passar de boiada o riso cheio de dentes de sua Elite Pequena. Representam o pior tipo de corrupção que a humanidade produziu: a genocida. O Brasil que explora o Brasil, tem apoio externo, mas sua força motriz vem de dentro: caravela interior de uma elite que insiste em embarcar em cruéis ondas de exploração de um povo que não reconhece.
O beija-flor, metáfora de uma lamento, ainda na clausura do instante, diz respeito à falência da democracia brasileira, carregando no disparo de seu vôo sentido dúbio: luta e impotência.
Beija-Flor | 31 de agosto de 2016
O beija-flor, metáfora de um lamento, ainda na clausura do instante, diz respeito à falência da democracia brasileira, carregando no disparo de seu voo sentido dúbio: luta e impotência.
Título: Tramoia | 02 de dezembro de 2015
Ano: 2016
Materiais
- modulo 200cm(L)x100cm(A)x100cm(P)
- video projeção
- dois ventiladores
- pérolas de isopor
registro do trabalho exposto em Ondeandaaonda II no Museu Nacional da República, Brasília DF.
Tramoia | 02 de dezembro de 2015
Plano de luz que se desdobra, em contorcionismos geométrico, para formalizar a imagem de um congresso sobre uma banana: legalidade formal, verdade abstrata: tramoia.
Título: Espião
Performer: Márcio H Mota
Texto: Márcio H Mota
Ano: 2013
videoinstalação
Espião
Este trabalho foi concebido após o episódio de denúncia (Snowden) que revelou a espionagem feita pelo governo EUA, em colabora com o bloco anglo-saxão, sobre o restante do mundo. O personagem criado, o Espião, se coloca como a própria espionagem universal, como uma face existencialista da espionagem que ironiza nossas contradições e explicita a aporia sádica de nossa globalização, na qual estamos à mercê das estruturas de base tecnológica, dos canais pelos quais as informações são processadas, sendo estes canais o próprio corpo do espião, um local em que tudo é documentado, onde nada se perde, tudo se recicla, e do qual somos objetos de estimação.
MIRAGEM
2019
Marcio H Mota
Alfinete Galeria
Pontos e linhas confundem a profundidade de um espaço reconstituído a luz. Dimensões e planos entrelaçados. Ao corpo, o desfrute de uma arquitetura templária em movimento. Deitar-se para acepção de um sentido sensorial ou perdido, é destino dentro do nome que a prosa indica: miragem.